"Educar é crescer. E crescer é viver. Educação é, assim, vida no sentido mais autêntico da palavra". (Anísio Teixeira)

quinta-feira, 15 de março de 2012

quarta-feira, 14 de março de 2012

Reflexão!!!


O professor e seus personagens


Uma cena especial do filme Chaplin sempre ressuscita em minha mente: é a cena na qual o gênio do cinema mudo e dos primeiros anos do filme falado constrói o personagem Carlitos por completo. Chaplin tem alguns minutos para se apresentar num teste para o diretor. Ainda sem o chapéu e sem a bengala (e existe Carlitos sem o chapéu e a bengala?). Entra Chaplin, então, numa sala enorme repleta de figurinos com múltiplas possibilidades de combinações. Chapéus, bengalas e muito mais. Chaplin conta que algo mágico aconteceu naquele momento: o chapéu preto veio voando direto até sua mão, a bengala, nervosa, inquieta, começa a se mexer e ele percebe que é aquela que ele deve usar. Assim, tudo sem esforço. Depois de dizer que foi muito, muito fácil encontrar a combinação ideal do figurino para o personagem que o acompanharia sua vida inteira, ele comenta: foi tudo mentira. 


Em seguida, aparece uma sequência que revela um Chaplin afoito, apressado, ansioso, nervoso e aflito provando dezenas de chapéus, bengalas, ternos, sapatos e o que mais pudesse para construir o seu melhor Carlitos. Difícil. É assim que construímos nossos melhores personagens. Quantos personagens precisamos ser para que o ritual sagrado da educação aconteça tão naturalmente que nem percebamos? Como professores, somos observados o tempo todo. Somos notados o tempo todo com nossas bengalas e chapéus. Se a barba está bem feita, se estamos escovados e engomados, se escovamos os dentes, se o perfume veio realmente conosco até a sala de aula. 

Como é que se constrói esse personagem? Ou estes personagens? Penso que quanto mais teatral foi aquilo que me foi dito é o tanto quanto permaneceu em minha mente. Não se trata de máscaras para ocultar. Trata-se de máscara para revelar. Não se trata de criar personagens para esconder, mas para revelar. Revelar nossas histórias, aquilo que precisamos contar, aquilo que queremos ensinar.
Se você quer realmente usar música em sala de aula, então, prepare-se para cantar. Prepare-se para ser o primeiro a cantar. Prepare-se para que alguns alunos estranhem e ensaiem um riso de surpresa. Se você usar música em sala de aula, tem que se expor primeiro ou então eles jamais arriscarão a fazer o mesmo.


Não se trata de acordar, ir direto à escola e ensinar sem ensaiar. É preciso ensaiar o texto, verificar se o lado esquerdo da sala é melhor ou o lado direito. Perceber se estamos sempre do lado direito da sala de aula e prejudicamos a visão de uma parte da plateia. Ou se ficamos excessivamente do lado esquerdo e atrapalhamos a outra parte. Retocar a maquiagem: essencial. E, que fique bem claro: dentro da sala de aula, somos atores e diretores. Diretores de nós mesmos. Pelo bem ou pelo não tão bem assim. Por isso é que precisamos ajustar constantemente a nossa performance.
Não se trata de entender que o professor deve ter uma vida pessoal fora da sala de aula. Trata-se de compreender que, dentro da sala de aula, devemos ser muitos. Estudar as múltiplas inteligências tão bem defendidas por Celso Antunes em solo brasilianista pode nos dar uma luz. Luz natural.Sempre tive uma visão divinizada ou divinizadora sobre os meus mestres e mestras. Sempre tive impressão que era tocado por algo divino ao ouvir suas palavras de conhecimento, de sabedoria. De alguma forma, percebia que o conhecimento dado em colheres de sopa de açúcar sempre saciava minha fome de conhecer e saber mais. Mas professores não são divinos. Divino é o que eles carregam.

Depois de muito tempo fui perceber que os mestres e mestras tinham vida pessoal e que diferiam entre o palco da educação e a plateia da vida pessoal. Entendi por que encontrar os mesmos atores que estavam sobre o palco eram diferentes daqueles que saíam do camarim. 
Uma pitada de exemplos. Uma colher de sopa de criatividade. Uma lata de histórias em conserva. Uma fatia generosa das melhores palavras. Uma aula digerida com conhecimento. Professores e seus personagens, alquimistas do saber. Mas o professor não é um ator. Um professor é o próprio personagem da história. Ele é a história. Assim somos nós. 
O texto é do do professor Cesar Augusto Dionísio, economista e autor do livro: Mais textos: uma visão sobre educação.

Será que podemos ser professores?


Compartilho com vocês um vídeo intrigante que nos leva a reflexões bastante interessantes. Vamos assisti-lo, são poucos minutos e creio que vocês não irão se arrepender! 
Bom, confesso que dá um pouco de indignação sim, afinal não podemos resumir educação à internet, principalmente se esta internet for o Facebook, o twitter e tantas outras redes que encontramos por ai. Mas também confesso que não dá para desvalorizar o fato de que nossos alunos não chegam mais à escola desprovidos de questionamentos sólidos. Ou melhor. Eles não chegam mais às escolas prontos para abaixar a cabeça e ouvir em silêncio tudo aquilo que queremos dizer... Gostei da pergunta do Garoto. -Você vai ser minha professora??? E digo que gostei porque ele me levou a refletir sobre o que EU tenho  para oferecer aos meus alunos.  Esta é uma pergunta desafiadora sim, e é deste jeito que eles estão chegando em nossas salas de aulas. O que faremos pois? Não responderemos às perguntas? Fingiremos que não ouvimos? Ficaremos indignados? Eu, prefiro refletir sobre o que eu tenho a oferecer a esta criança.

Pai dos "burros" NÃO, esse é o amigo dicionário.


Quando era pequena escutava essa frase: "Vamos procurar essa palavra no pai dos burros!"
Hoje acho essa ideia um absurdo! Só uso o dicionário quem realmente quer tirar dúvidas e aprender ainda mais. Ele é um aliado para alunos e professores. Faço uso dele na sala de aula e na internet sempre que preciso. Agora é preciso aprender a usá-lo. Uma reportagem publicada na Revista Nova Escola/março de 2012 explica que é possível o uso do dicionário desde a alfabetização. 
imagens do google
"Durante a alfabetização, o objetivo principal é que os alunos se familiarizem com o livro e o vejam como um recurso a ser consultado sempre. Para isso, os primeiros passos são entender a organização dos verbetes e aprender que as palavras estão ali na ordem alfabética. Para ajudar nessas tarefas, as publicações voltadas para os mais novos reproduzem o alfabeto nas bordas das páginas. Assim, fica mais fácil identificar em que posição está a letra que inicia o termo buscado". Texto na integra no site: http://revistaescola.abril.com.br/fundamental-1/contatos-iniciais-amigo-dicionario-678509.shtml?page=1