"Educar é crescer. E crescer é viver. Educação é, assim, vida no sentido mais autêntico da palavra". (Anísio Teixeira)
sábado, 21 de janeiro de 2012
ADAPTAÇÃO: O FIM DE CINCO MITOS.
Crianças chorando e
pais ansiosos. Esse é o cenário que se vê todo início de ano nas portas de
creches e pré-escolas. O momento é tenso para eles e também para o professor,
que, sem a exata compreensão sobre o que se passa com os pequenos, tenta a
qualquer custo fazer com que eles se sintam à vontade no novo ambiente. As
últimas semanas do ano ou as primeiras antes do início das aulas são momentos
ideais para ajudar a equipe a se preparar para essas situações. Um bom caminho
é, nas reuniões de formação, promover discussões para derrubar alguns mitos que
rondam o período de adaptação. Confira abaixo cinco ideias que caíram no
senso comum e precisam ser discutidas com os professores.
MITO 1 - CRIANÇAS QUE
NÃO COMPARTILHA BRINQUEDOS NÃO ESTÁ ADAPTADA.
"Você tem de
dividir o brinquedo com seu amiguinho." "Isso não é seu, empreste
para ele." Frases como essas são comuns em uma sala de Educação Infantil.
Para a criança, muitas vezes, elas podem soar como uma ordem, uma obrigação,
causando choro e recusa. "Aos olhos dos adultos, a negação da criança em
dividir é vista como egoísmo", esclarece Débora Rana. Criar uma situação
ameaçadora, aumentando o tom de voz ou sugerindo uma punição caso a criança não
divida ou colabore com um colega, não é o caminho.
O QUE ACONTECE
Os primeiros anos de
vida, a criança encontra-se num momento autocentrado do seu desenvolvimento e
desconhece as regras de convivência social. A compreensão do sentido e do prazer
de compartilhar virá posteriormente, depois de um processo mais amplo de
reconhecimento do outro.
COMO ORIENTAR OS PROFESSORES
Nas reuniões de
formação, leve referências teóricas sobre as fases de desenvolvimento das
crianças e seus comportamentos, como os estudos do educador francês Jean Piaget
(1896-1980). O trabalho com estratégias de partilha e colaboração pode ser
facilitado se o professor for orientado a montar em sala grupos menores, com
duas ou três crianças, e a promover combinados - como o de que a criança pode
ficar com um brinquedo por certo tempo, mas que depois deve cedê-lo ao colega.
Agir de maneira firme e ao mesmo tempo acolhedora, a fim de mediar os conflitos
e não negá-los ou resolvê-los de forma impositiva, é outra dica. Na hora do impasse,
o ideal é expor o conflito e descrever para a criança as consequências de
querer o objeto só para ela. Além disso, incentivar que elas verbalizem o que
estão sentindo e encontrem soluções em conjunto ajuda no processo de mudança de
atitude.
MITO 2 - CRIANÇA
ADAPTADA É EXTROVERTIDA E PARTICIPATIVA
Durante uma
brincadeira de roda, a turma está toda junta, cantando. Apenas uma criança olha
para o teto, cantarola baixinho alguns versos e não interage com as outras. A
professora chama a atenção: "Cante mais alto! Você está triste? Por que
nunca participa?" Certamente, quem age assim pensa que está incentivando a
interação. Contudo, pode ocorrer o efeito contrário. "O mais adequado é se
perguntar qual estratégia seria melhor para que a criança responda às atividades",
diz Ana Paula Yasbek, coordenadora pedagógica do Espaço da Vila, em São Paulo.
Elogiar apenas os alunos mais participativos aprofunda o sentimento de
não-pertencimento.
O QUE ACONTECE
Existem as crianças
extrovertidas, como também as tímidas. O respeito à personalidade de cada uma é
essencial para o processo de adaptação e o direito à timidez precisa ser
assegurado.
COMO ORIENTAR OS
PROFESSORES
As estratégias para
integrar as crianças devem ser procuradas pelo conjunto de educadores - e, certamente,
com a ajuda dos pais. Para tanto, uma entrevista do coordenador pedagógico com
os familiares sobre as preferências dos filhos é fundamental. Esse material
será cruzado, durante a formação, com os registros de classe, relatórios de
adaptação e portfólios. O que está sendo proposto atende às necessidades da
criança? É possível também fazer visitas à sala ou gravar vídeos para perceber
as práticas que funcionam melhor para cada criança e para o grupo.
MITO 3 - NA EDUCAÇÃO
INFANTIL, TODOS PRECISAM SER AMIGOS
"Que coisa feia!
Dá a mão para o seu colega." Fazer com que as crianças se tornem amigas
não é tarefa da escola, mas ensinar a conviver é um conteúdo imprescindível na
Educação Infantil. Nem crianças nem adultos são amigos de todas as pessoas que
conhecem e não por isso a convivência pessoal ou profissional é inviável. O
papel do professor é incentivar e valorizar o que as crianças têm em comum. A
escolha sobre com quem elas desejam ter uma relação mais próxima é
absolutamente dela.
O QUE ACONTECE
No período de
adaptação, primeiro há a criação do vínculo para que o trabalho escolar
aconteça. Ele deve estar baseado no respeito entre as crianças e entre elas e
os professores. Aos poucos - e naturalmente -, a afetividade vai sendo
construída baseada nas afinidades dentro do grupo.
COMO ORIENTAR OS
PROFESSORES
Os educadores devem
intervir apenas quando a amizade prejudica a participação nas atividades (por
exemplo, quando uma criança só quer ficar com alguns colegas e se isola do
coletivo). A professora precisa ser orientada a desenvolver um olhar atento
sobre as situações ideais para explorar os gostos comuns em favor da
aprendizagem. Nos encontros de formação, invista na criação de oportunidades
para que os pequenos se apresentem e falem dos seus objetos preferidos e
discuta as situações reais que acontecem em sala.
MITO 4 - QUANDO ESTÃO
INTEGRADOS AO GRUPO, OS PEQUENOS NÃO CHORAM MAIS
Basta chegar à escola
que as lágrimas aparecem. Se a mãe vai embora, elas aumentam. Na hora de
brincar, de comer, de ler, choro. Muitos professores ficam desesperados e
tentam distrair a criança mostrando imagens ou arrastando-a para um canto com
brinquedos. Um engano, pois essa atitude pode atingir o objetivo imediato - que
é acabar com o choro -, mas não resolve o problema.
O QUE ACONTECE
"Essa
manifestação é apenas um sintoma do desconforto da criança", afirma Débora
Rana. Interpretar esse e outros sinais - como inapetência e doenças constantes
- é fundamental durante a adaptação. O que eles significam? Por outro lado, a
ausência do choro não quer dizer que a criança está necessariamente se sentindo
bem: o silêncio absoluto pode ser um indicador de sofrimento.
COMO ORIENTAR OS
PROFESSORES
Uma criança que passa
longos períodos chorando necessita de acompanhamento mais próximo. Na falta de
auxiliares, ele pode ser feito pelo próprio coordenador até a criança se sentir
mais segura. Ajuda também ter um plano para receber bem as crianças na primeira
semana de aula. O uso de tintas, água e brincadeiras coletivas variadas é um
exemplo de práticas atraentes que ajudam os pequenos a se interessar pelo novo
espaço. Fazer com os professores uma orientação programada para que as crianças
tragam objetos de casa - como fraldas, panos e brinquedos, que vão sendo
retirados paulatinamente - auxilia a reduzir a insegurança.
MITO 5 - A PRESENÇA
DOS PAIS NOS PRIMEIROS DIAS SÓ ATRAPALHA A ADAPTAÇÃO
Na porta da sala, uma
dezena de pais se acotovela querendo ver os filhos em atividade. A cena,
pesadelo para muitos professores de Educação Infantil, que não sabem se dão
atenção às crianças ou aos adultos, é representativa de um elemento essencial
para que a adaptação aconteça bem: a boa integração entre a família e a escola,
que deve acontecer desde o começo do relacionamento.
O QUE ACONTECE
Nem todo pai ou mãe
conhece as fases de desenvolvimento da criança e as estratégias pedagógicas
usadas durante a adaptação. Eles têm direito de ser informados e essa troca é
fundamental na transição dos pequenos do ambiente doméstico para o escolar. A
ansiedade dos pais vai diminuir à medida que a confiança na escola aumenta - e
isso só acontece quando há informações precisas sobre a trajetória dos
pequenos.
COMO AJUDAR OS
PROFESSORES
É função do
coordenador pedagógico acolher as famílias, fazer entrevistas para conhecer a
rotina da criança e explicar o funcionamento e a proposta pedagógica da escola,
além de estabelecer um combinado sobre a permanência dos pais na unidade
durante a adaptação. Criar juntamente com os professores um guia de orientação
para eles com dicas simples - como conversar com a criança sobre a ida à
escola, a importância de levá-la até a sala e de chegar cedo para evitar
tumulto - pode evitar problemas. Além disso, desenvolver um relatório de
distribuição periódica, com informações sobre os progressos na aprendizagem e
na socialização das crianças ajuda a aplacar a ansiedade dos pais.
Fonte:http://revistaescola.abril.com.br/
VOLTAS ÁS AULAS!
Primeiro
dia de aulas requer atenção
especial com os alunos.
No início do ano letivo, a turma chega à escola cheia de energia, novidades e
saudades, mas ainda em ritmo de férias e com as atitudes
"afrouxadas", pois tiveram menos cobranças, horários e compromissos
nesse período. Cabe ao professor, então, reestabelecer as regras de atitudes e
procedimentos para o bom convívio escolar e o trabalho pedagógico. Quando o ingresso no ensino fundamental coincide com mudança de escola, a
criança merece mais cuidados e atenção. Precisa conhecer o novo ambiente, as
normas, além de se enturmar com os novos amigos. Vale o mesmo para a criança
que muda de período (turno) e precisa se adaptar biologicamente a um outro
ritmo. De qualquer forma, toda a escola merece um olhar especial no início de um ano
letivo. Conversar com os alunos sobre as expectativas em relação ao novo
ambiente e novo período escolar é fundamental para o desenrolar de um processo
saudável e seguro para todos. Os alunos, conhecedores das regras do jogo,
poderão mais objetiva e tranquilamente dirigir seus esforços à aprendizagem.
Calma é imprescindível!!!!
Dar conta de lições de casa será novo desafio para
a criança. Para a maioria, as tarefas, especialmente as primeiras, têm sabor
especial. Elas se sentem gente grande, com responsabilidades, e o que mais
querem é demonstrar serviço. O professor não pode estragar essa história. Tem de ter consciência que o
objetivo da lição de casa é despertar na criança o prazer pelos estudos,
ajudá-la a fixar um conteúdo e habituar o aluno a assumir responsabilidades. Se as tarefas são difíceis ou extensas demais, há risco de a criança associar o
estudo com algo chato e negativo e criar o hábito de pedir socorro em casa.
Nesse quesito, cabe ao professor fazer um alerta aos pais: ajudar o filho na
lição significa levá-lo a descobrir suas próprias respostas e não bancar o
aluno, se apossando da tarefa.
Grande missão!!!
No ensino fundamental, talvez o professor sinta com
mais evidência a importância de seu papel de contribuir para o crescimento de
um aluno. Constatar no rosto de uma criança o entusiasmo de ler e escrever, por exemplo,
já é uma ótima recompensa para eventuais dificuldades e decepções que também
fazem parte da vida profissional. Mas outras virão se o educador não perder de
vista alguns dos objetivos principais de um professor nota 10: ensinar a pensar; presentar o mundo com suas diferenças sociais e culturais; apostar e lutar pelo sucesso do aluno; ser paciente, generoso e competente no papel de líder que propicia, na
escola, a troca de conhecimentos; e ser um articulador de valores que unem o saber e o fazer.
Fonte: Paula Bourroul, pedagoga, diretora de escola, orientadora e coordenadora pedagógica de educação infantil, ensino fundamental
e ensino médio, consultora para avaliação de evolução e desempenho escolar (pbourroul@uol.com.br).
Depoimento da professora Amanda Gurgel!!!!
Vídeo muito bom, pois retrata extamente a situação dos professores e da educação no Brasil.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
REFLEXÃO
Texto de John W. Schlatter e colaboração: Trad. de Tatiana Belinky e Adapt. de Guiomar Namo.
SOU UMA PROFESSORA
SOU UMA PROFESSORA
Nasci no primeiro momento em que uma pergunta saltou da boca de uma criança.
Tenho sido muitas pessoas em muitos lugares.Sou Sócrates, estimulando a juventude de Atenas para descobrir novas idéias usando perguntas.
Sou Anne Sullivan, tamborilando os segredos do universo sobre a mão estendida de Helen Keller. Sou Esopo e Hans Christian Andersen, revelando a verdade por meio de muitas, muitas estórias.
Sou Darcy Ribeiro, construindo uma universidade a partir do nada no planalto brasileiro.
Sou Ayrton Senna, que transforma sua fama de herói esportista em recursos para educar crianças em seu país.
Sou Anísio Teixeira, na sua luta de democratização da educação para que todas as crianças brasileiras tenham acesso à escola.
Os nomes daqueles que exerceram minha profissão constituem uma galeria da fama da humanidade: Buda, Paulo Freire, Confúcio, Montessori, Emilia Ferreiro, Moisés, Jesus.
Eu sou também aqueles nomes e rostos que já foram esquecidos, mas cujas lições e cujo caráter serão para sempre lembrados nas realizações dos que educaram.
Já chorei de alegria em casamentos de ex-alunos, ri de felicidade pelo nascimento de seus filhos e me quedei de cabeça baixa, em dor e confusão, junto a sepulturas cavadas cedo demais para corpos jovens demais.
No decorrer de um dia já fui chamado para ser artista, amigo, enfermeiro, médico, treinador; tive de encontrar objetos perdidos, emprestar dinheiro, fui motorista de táxi, psicólogo, substituto de pai e mãe, vendedor, político e guardião da fé.
No decorrer de um dia já fui chamado para ser artista, amigo, enfermeiro, médico, treinador; tive de encontrar objetos perdidos, emprestar dinheiro, fui motorista de táxi, psicólogo, substituto de pai e mãe, vendedor, político e guardião da fé.
Apesar de mapas, gráficos, fórmulas, verbos, histórias e livros, na verdade não tive nada a ensinar aos meus alunos porque o que eles de fato têm de aprender é quem eles são.
E eu sei que é preciso um mundo para ensinar a uma pessoa quem ela é.
Eu sou um paradoxo. Quanto mais escuto, mais alta se faz ouvir minha voz.
Quanto mais estou disposto a receber com simpatia o que vem de meus alunos, mais tenho para oferecer-lhes.
Riqueza material não faz parte dos meus objetivos, mas eu sou um caçador de tesouros, dedicado em tempo integral à procura de novas oportunidades para meus alunos usarem seus talentos e buscando sempre descobrir seu potencial, às vezes enterrado sob o sentimento do fracasso.
Sou o mais afortunado dos trabalhadores.
Um médico pode trazer uma vida ao mundo num só momento mágico.
A mim é dado cuidar que a vida renasça a cada dia com novas perguntas, melhores idéias e amizades mais sólidas.
Um arquiteto sabe que, se construir com cuidado, sua estrutura pode durar séculos.
Um professor sabe que, se construir com amor de verdade, sua obra com certeza durará para sempre.
Sou um guerreiro que luta todos os dias contra a pressão de colegas, a negatividade, o medo, o conformismo, o preconceito, a ignorância e a apatia.
Sou um guerreiro que luta todos os dias contra a pressão de colegas, a negatividade, o medo, o conformismo, o preconceito, a ignorância e a apatia.
Mas tenho grandes aliados: a inteligência, a curiosidade, o apoio dos pais, a individualidade, a criatividade, a fé, o amor e o riso.
Todos vêm reforçar minha trincheira.
E a quem devo agradecer pela vida maravilhosa que tenho senão a vocês, pais, que me honraram ao me confiar seus filhos, que são sua maior contribuição para a eternidade.
E assim tenho um passado rico em recordações.
Tenho um presente desafiador, cheio de aventuras e alegrias, porque me é dado passar todos os meus dias com o futuro.
Sou uma Professora... e agradeço a Deus por isso... Todos os dias de minha vida.
Sou uma Professora... e agradeço a Deus por isso... Todos os dias de minha vida.
Quinze coisas que serão obsoletas na Educação até 2020.
Os próximos 10 anos serão de mudanças profundas na Educação, a todos os níveis. Nada que tenha a ver com a crise que vivemos, mas com a revolução digital que se acelera todos os dias.
Há cerca de um ano, a escritora Shelley Blake-Plock publicou um artigo no seu blogue Teacher 2.0, intitulado, “21 Things That Will Become Obsolete in Education by 2020″. Mais adaptado à realidade portuguesa, selecionei e adaptei 15 tópicos que vão no mesmo sentido. Talvez ajude a ultrapassar a depressão portuguesa de 2012 e 2013. Sem cinismo.
(Texto originalmente adaptado para o público de Portugal, mas que bem serve para o Brasil)
1. Mesas
O século 21 não se encaixa nada em mesas alinhadas. A educação vai reforçar os conceitos baseados em redes de fluxos, colaboração e dinamismo que vão reorganizar o espaço das aprendizagens, tornando obsoletas as filas de mesas e cadeiras características das nossas salas de aula fabris.
2. Laboratórios de Línguas
A aprendizagem de um língua estrangeira vai estar (já está, para quem quiser) à distância de um smartphone. Mais espaço disponível nas escolas.
3. Computadores
As salas de computadores, muitas vezes encostados às paredes, serão como que peças de museu. Os portáteis, tablets, smartphones e outros dispositivos vão limpar os velhos ecrãs, as torres e os emaranhados de fios. Mais espaço.
4. Trabalhos de casa
A educação será pensada e trabalhada 24 horas por dia, 7 dias por semana. Os limites tradicionais entre a escola e a casa tenderão a desaparecer. Como disse alguém, não precisamos de crianças para irem à escola; precisamos delas para aprenderem mais. A aprendizagem será contínua e em movimento. (ver o ponto 3).
5. Instrução massificada
Nos próximos 10 anos o professor que não souber utilizar a tecnologia para personalizar e diferenciar a aprendizagem dos seus alunos será “carta fora do baralho”. A diferenciação será tão natural como respirar. O professor de massas acabou.
6. Medo da Wikipedia
Wikipedia é a maior força democratizante no mundo actual. Se os professores têm receio em deixar os alunos utilizá-la, está na hora de olhá-la de frente sabendo que com este ou outro nome a Wikipedia vai continuar a crescer exponencialmente. Talvez esteja na hora de cada um também dar o seu contributo.
7. Manuais em papel
Os livros são agradáveis, mas, daqui a dez anos, toda ou quase toda a leitura será feita através de meios digitais.
8. Cadernos, lápis, canetas… papel
Provavelmente não vão acabar, mas com toda a certeza vão diminuir e muito na quantidade. As crianças aprenderão a escrever e a desenhar em dispositivos digitais e a grande maioria dos trabalhos, testes e exames poderão ser feitos da mesma maneira. A floresta agradece. Quem não perceber e se adaptar… desaparece.
9. Pastas
Já hoje, em muitas das nossas escolas, que necessidade têm as crianças e os jovens de andarem com bolsas pesadas às costas com custos associados à sua saúde? Com livros e cadernos digitais… as pastas escolares serão cada vez menos pesadas até desaparecerem. As colunas vertebrais agradecem.
10. Departamentos TIC
Um fim à vista. As TIC não serão uma especialidade. As TIC serão a realidade, as ferramentas essenciais de todos os professores e educadores. Todos os agentes da educação e formação terão competências TIC elevadas. Com a afirmação do “Cloud Computing”, a qualidade e aumento da cobertura sem fios e o acesso via satélite, coisas agora “tão importantes” como software, segurança e conectividade serão coisas do passado.
11. Instituições centralizadas
Os edifícios escolares vão transformar-se em centros de aprendizagem e não em locais onde toda a aprendizagem acontece. Os edifícios serão menores, os horários dos professores e alunos irão mudar para permitir que menos pessoas estejam na escola de uma só vez, abrindo caminho a um ensino mais experimental, vivencial, fora do ambiente escolar.
12. Níveis de ensino
A educação vai tornar-se mais individualizada, abandonado significativamente a estrutura dos níveis de ensino tal como os conhecemos hoje. Os alunos serão associados por interesses, seguindo cada um uma aprendizagem especializada. (ver ponto 5)
13. Escolas e professores “atecnológicos”
Escolas e professores que não utilizem as tecnologias estarão condenados ao fracasso. As primeiras a fechar. Os segundos a mudar de profissão.
14. Normas Curriculares
As normas curriculares actuais integram enormes bloqueios à diferenciação da aprendizagem, imagem de marca da educação do futuro. A raiz da mudança curricular será as escolas do ensino básico como fornecedoras de conteúdos fundamentais e as dos níveis superiores com a oferta de aprendizagens especializadas.
15. Reuniões de pais e professores à noite
As ferramentas já hoje disponíveis para comunicação virtual tornarão as reuniões “físicas” uma raridade. De uma forma ou de outra, os pais vão obrigar a escola a utilizar a tecnologia para comunicar. Não vá. Ligue-se.
Link do original http://www.professortic.com/2011/12/15-coisas-que-serao-obsoletas-na-educacao-ate-2020/
Há cerca de um ano, a escritora Shelley Blake-Plock publicou um artigo no seu blogue Teacher 2.0, intitulado, “21 Things That Will Become Obsolete in Education by 2020″. Mais adaptado à realidade portuguesa, selecionei e adaptei 15 tópicos que vão no mesmo sentido. Talvez ajude a ultrapassar a depressão portuguesa de 2012 e 2013. Sem cinismo.
(Texto originalmente adaptado para o público de Portugal, mas que bem serve para o Brasil)
1. Mesas
O século 21 não se encaixa nada em mesas alinhadas. A educação vai reforçar os conceitos baseados em redes de fluxos, colaboração e dinamismo que vão reorganizar o espaço das aprendizagens, tornando obsoletas as filas de mesas e cadeiras características das nossas salas de aula fabris.
2. Laboratórios de Línguas
A aprendizagem de um língua estrangeira vai estar (já está, para quem quiser) à distância de um smartphone. Mais espaço disponível nas escolas.
3. Computadores
As salas de computadores, muitas vezes encostados às paredes, serão como que peças de museu. Os portáteis, tablets, smartphones e outros dispositivos vão limpar os velhos ecrãs, as torres e os emaranhados de fios. Mais espaço.
4. Trabalhos de casa
A educação será pensada e trabalhada 24 horas por dia, 7 dias por semana. Os limites tradicionais entre a escola e a casa tenderão a desaparecer. Como disse alguém, não precisamos de crianças para irem à escola; precisamos delas para aprenderem mais. A aprendizagem será contínua e em movimento. (ver o ponto 3).
5. Instrução massificada
Nos próximos 10 anos o professor que não souber utilizar a tecnologia para personalizar e diferenciar a aprendizagem dos seus alunos será “carta fora do baralho”. A diferenciação será tão natural como respirar. O professor de massas acabou.
6. Medo da Wikipedia
Wikipedia é a maior força democratizante no mundo actual. Se os professores têm receio em deixar os alunos utilizá-la, está na hora de olhá-la de frente sabendo que com este ou outro nome a Wikipedia vai continuar a crescer exponencialmente. Talvez esteja na hora de cada um também dar o seu contributo.
7. Manuais em papel
Os livros são agradáveis, mas, daqui a dez anos, toda ou quase toda a leitura será feita através de meios digitais.
8. Cadernos, lápis, canetas… papel
Provavelmente não vão acabar, mas com toda a certeza vão diminuir e muito na quantidade. As crianças aprenderão a escrever e a desenhar em dispositivos digitais e a grande maioria dos trabalhos, testes e exames poderão ser feitos da mesma maneira. A floresta agradece. Quem não perceber e se adaptar… desaparece.
9. Pastas
Já hoje, em muitas das nossas escolas, que necessidade têm as crianças e os jovens de andarem com bolsas pesadas às costas com custos associados à sua saúde? Com livros e cadernos digitais… as pastas escolares serão cada vez menos pesadas até desaparecerem. As colunas vertebrais agradecem.
10. Departamentos TIC
Um fim à vista. As TIC não serão uma especialidade. As TIC serão a realidade, as ferramentas essenciais de todos os professores e educadores. Todos os agentes da educação e formação terão competências TIC elevadas. Com a afirmação do “Cloud Computing”, a qualidade e aumento da cobertura sem fios e o acesso via satélite, coisas agora “tão importantes” como software, segurança e conectividade serão coisas do passado.
11. Instituições centralizadas
Os edifícios escolares vão transformar-se em centros de aprendizagem e não em locais onde toda a aprendizagem acontece. Os edifícios serão menores, os horários dos professores e alunos irão mudar para permitir que menos pessoas estejam na escola de uma só vez, abrindo caminho a um ensino mais experimental, vivencial, fora do ambiente escolar.
12. Níveis de ensino
A educação vai tornar-se mais individualizada, abandonado significativamente a estrutura dos níveis de ensino tal como os conhecemos hoje. Os alunos serão associados por interesses, seguindo cada um uma aprendizagem especializada. (ver ponto 5)
13. Escolas e professores “atecnológicos”
Escolas e professores que não utilizem as tecnologias estarão condenados ao fracasso. As primeiras a fechar. Os segundos a mudar de profissão.
14. Normas Curriculares
As normas curriculares actuais integram enormes bloqueios à diferenciação da aprendizagem, imagem de marca da educação do futuro. A raiz da mudança curricular será as escolas do ensino básico como fornecedoras de conteúdos fundamentais e as dos níveis superiores com a oferta de aprendizagens especializadas.
15. Reuniões de pais e professores à noite
As ferramentas já hoje disponíveis para comunicação virtual tornarão as reuniões “físicas” uma raridade. De uma forma ou de outra, os pais vão obrigar a escola a utilizar a tecnologia para comunicar. Não vá. Ligue-se.
Link do original http://www.professortic.com/2011/12/15-coisas-que-serao-obsoletas-na-educacao-ate-2020/
Alfabetização: método e técnica
ALFABETIZAÇÃO é o termo que usamos quando nos referimos à aprendizagem da leitura e da escrita. Um indivíduo que sabe ler e escrever é considerado uma pessoa alfabetizada.
MÉTODOS DE ENSINO
São vários os métodos para se alfabetizar. Falaremos sobre os mais utilizados:
1- Métodos de alfabetização predominantemente sintéticos.
2- Métodos de alfabetização predominantemente analíticos.
MÉTODOS DE ALFABETIZAÇÃO PREDOMINANTEMENTE SINTÉTICOS
Alfabéticos ou soletrativos
O aluno aprende: o nome das letras nas formas maiúscula, minúscula, manuscrita, etc.; a seqüência do alfabeto; e a combinar as letras entre si, formando sílabas e palavras.
Silábicos
O aluno aprende inicialmente a sílaba, a combinação entre elas e chega à palavra.
Fonéticos
O aluno aprende inicialmente os sons das letras isoladas e depois reúne em sílabas que formarão as palavras.
MÉTODOS PREDOMINANTEMENTE ANALÍTICOS
São métodos que levam o aluno a analisar um todo (palavra) para chegar às partes que o compõem. Os métodos predominantemente analíticos podem ser: palavração; sentenciação; contos ou historietas e natural.
Palavração
O aluno aprende algumas palavras associadas às suas imagens visuais. É usada a memória visual. Depois que o aluno já reconhece algumas palavras, estas são divididas em sílabas para formar outras palavras.
Sentenciação
O aluno parte de uma frase que a turma está discutindo, visualiza e memoriza as palavras e depois analisa as sílabas para formar novas palavras.
Contos ou historietas
É uma ampliação do método de sentenciação. O aluno parte de pequenas histórias para chegar nas palavras, sílabas e com estas sílabas formar novas palavras.
Natural
O método natural parte de um pré-livro que contém registros de conversas da classe sobre determinado assunto. É apresentado aos alunos aos poucos para a sua visualização. Depois dessa fase, passa-se para a leitura sonorizada de cada sílaba da palavra. A partir destas sílabas, o aluno forma novas palavras e novas frases.
TÉNICA DE ALFABETIZAÇÃO
São procedimentos de trabalho utilizados em sala de aula para facilitar a aprendizagem.
MÉTODOS DE ENSINO
São vários os métodos para se alfabetizar. Falaremos sobre os mais utilizados:
1- Métodos de alfabetização predominantemente sintéticos.
2- Métodos de alfabetização predominantemente analíticos.
MÉTODOS DE ALFABETIZAÇÃO PREDOMINANTEMENTE SINTÉTICOS
Alfabéticos ou soletrativos
O aluno aprende: o nome das letras nas formas maiúscula, minúscula, manuscrita, etc.; a seqüência do alfabeto; e a combinar as letras entre si, formando sílabas e palavras.
Silábicos
O aluno aprende inicialmente a sílaba, a combinação entre elas e chega à palavra.
Fonéticos
O aluno aprende inicialmente os sons das letras isoladas e depois reúne em sílabas que formarão as palavras.
MÉTODOS PREDOMINANTEMENTE ANALÍTICOS
São métodos que levam o aluno a analisar um todo (palavra) para chegar às partes que o compõem. Os métodos predominantemente analíticos podem ser: palavração; sentenciação; contos ou historietas e natural.
Palavração
O aluno aprende algumas palavras associadas às suas imagens visuais. É usada a memória visual. Depois que o aluno já reconhece algumas palavras, estas são divididas em sílabas para formar outras palavras.
Sentenciação
O aluno parte de uma frase que a turma está discutindo, visualiza e memoriza as palavras e depois analisa as sílabas para formar novas palavras.
Contos ou historietas
É uma ampliação do método de sentenciação. O aluno parte de pequenas histórias para chegar nas palavras, sílabas e com estas sílabas formar novas palavras.
Natural
O método natural parte de um pré-livro que contém registros de conversas da classe sobre determinado assunto. É apresentado aos alunos aos poucos para a sua visualização. Depois dessa fase, passa-se para a leitura sonorizada de cada sílaba da palavra. A partir destas sílabas, o aluno forma novas palavras e novas frases.
TÉNICA DE ALFABETIZAÇÃO
São procedimentos de trabalho utilizados em sala de aula para facilitar a aprendizagem.
As técnicas devem variar de acordo com as peculiaridades de cada aluno, cada professor e cada turma.
As técnicas são divididas em dois grupos: técnicas de leitura e técnicas de escrita.
TÉCNICAS DE LEITURA
Utilização de cartões vazados para a orientação da leitura do aluno(da esquerda para a direita).
Leituras de textos em conjunto.
Utilizar jogos de memória, de associação "palavra-figura", dominós e atividades artísticas.
O professor deve utilizar técnicas que orientem o aluno a seguir a direção esquerda-direita. A sala de aula deve conter livros, revistas e cartazespara haver contato da classe com estes símbolos gráficos
TÉCNICAS DE ESCRITA
A criança deve perceber a forma das letras.
O professor deve formar, com as partes dos corpos de seus alunos, algumas letras.
Desenhar a letra em tamanho grande, no quadro-de-giz, para que a criança percorra o traçado com o dedo.
Ditados-mudos (cartões com uma figura, ao mostrar, as crianças devem escrever o que estão vendo.
Os trabalhos devem sempre ter seu início marcado por um ponto e setas,para servir de direção esquerda-direita.As técnicas são divididas em dois grupos: técnicas de leitura e técnicas de escrita.
TÉCNICAS DE LEITURA
Utilização de cartões vazados para a orientação da leitura do aluno(da esquerda para a direita).
Leituras de textos em conjunto.
Utilizar jogos de memória, de associação "palavra-figura", dominós e atividades artísticas.
O professor deve utilizar técnicas que orientem o aluno a seguir a direção esquerda-direita. A sala de aula deve conter livros, revistas e cartazespara haver contato da classe com estes símbolos gráficos
TÉCNICAS DE ESCRITA
A criança deve perceber a forma das letras.
O professor deve formar, com as partes dos corpos de seus alunos, algumas letras.
Desenhar a letra em tamanho grande, no quadro-de-giz, para que a criança percorra o traçado com o dedo.
Ditados-mudos (cartões com uma figura, ao mostrar, as crianças devem escrever o que estão vendo.
AS TÉCNICAS DEVEM PROPICIAR UMA APRENDIZAGEM PRAZEROSA.
Autora: Maria de Fátima Saramago Quinet A. de Oliveira
Fonte: http://tatiana-alfabetizacao.blogspot.com/2009/01/alfabetizao-o-termo-que-usamos-quando.html
sábado, 14 de janeiro de 2012
Dica da semana!!!
Educadores apontam sites com conteúdos educativos para crianças.
Indicações é uma boa opção para unir lazer e aprendizado durante as férias.
A equipe do Educar para Crescer fez uma lista de sites educativos para crianças e adolescentes e solicitou a avaliação de seis especialistas em Educação: Adriana Bruno, professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF); Helena Cortês, professora da Faculdade de Educação da PUC-RS; Humberto Estevam, diretor de ensino do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro (IFTM); João Luís de Almeida Machado, doutor em Educação pela PUC-SP e coordenador pedagógico da Escola Moppe, em São José dos Campos (SP); Luciana Allan, diretora técnica do Instituto Crescer para a Cidadania; Maria Ângela Barbato Carneiro, professora da Faculdade de Educação da PUC-SP; e Melina Veiga, especialista em Tecnologias Interativas Aplicadas à Educação e professora de Informática do Colégio Santa Marcelina, em SP.
Visite com os seus filhos os sites abaixo e divirta-se!!!
Brinque Book
Cidade dos Direitos
Club Penguin
Clube do Chamequinho
Clubinho Sabesp
Cocoricó
Discovery Kids Brasil
Earth Cam for Kids
EcoKids
Educação Infantil
Eletrobras Furnas
Escola Games
Guardiões da Biosfera
Guia do Estudante
Guia dos Curiosos
Instituto da Água
Jogos Educativos
Jogos para Crianças
Livro Clip
Ludotech
Máquina de Quadrinhos da Turma da Mônica
Meleca
Migux
Mosaico.Edu
Mundo do Sítio
Nova Escola
O Pequeno Cientista
Orisinal
Os Abelhudos
Pequeno Artista
Pintores Famosos
Plenarinho
Povos Indígenas no Brasil Mirim
Q Divertido
Recreio
Ruth Rocha
Saúde Animal
Senninha
Sítio do Pica-Pau Amarelo
Só Matemática
SuperMundo
Tainá 3
Terra Crianças
TV Rá Tim Bum
Unicef Kids
UOL Crianças
Zoológico de São Paulo
Cidade dos Direitos
Club Penguin
Clube do Chamequinho
Clubinho Sabesp
Cocoricó
Discovery Kids Brasil
Earth Cam for Kids
EcoKids
Educação Infantil
Eletrobras Furnas
Escola Games
Guardiões da Biosfera
Guia do Estudante
Guia dos Curiosos
Instituto da Água
Jogos Educativos
Jogos para Crianças
Livro Clip
Ludotech
Máquina de Quadrinhos da Turma da Mônica
Meleca
Migux
Mosaico.Edu
Mundo do Sítio
Nova Escola
O Pequeno Cientista
Orisinal
Os Abelhudos
Pequeno Artista
Pintores Famosos
Plenarinho
Povos Indígenas no Brasil Mirim
Q Divertido
Recreio
Ruth Rocha
Saúde Animal
Senninha
Sítio do Pica-Pau Amarelo
Só Matemática
SuperMundo
Tainá 3
Terra Crianças
TV Rá Tim Bum
Unicef Kids
UOL Crianças
Zoológico de São Paulo
Fonte: http://educarparacrescer.abril.com.br/comportamento/sites-educativos-504552.shtml
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
FÉRIAS!!!!
Enfim férias!!
Obrigado a todos meus alunos por terem me ensinado muito nesse ano!
Curtam as férias, recarreguem as baterias, para começarem o ano com muita e força e quem sabe, com mais vontade de estudar desde o primeiro trimestre!
Adoro vocês!
Um grande beijo,
Prof. Tatiane
Obrigado a todos meus alunos por terem me ensinado muito nesse ano!
Curtam as férias, recarreguem as baterias, para começarem o ano com muita e força e quem sabe, com mais vontade de estudar desde o primeiro trimestre!
Adoro vocês!
Um grande beijo,
Prof. Tatiane
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